Putz! Por que eles não Planejam?

Putz! Por que eles não Planejam?

Um comentário que é comum ouvirmos: Um dos grandes problemas do Brasil é a falta de Planejamento dos nossos governantes. Eis um comentário muito válido e aceito por todos. Todos concordam que Planejar é importante.  Mas se é tão importante planejar, por que isso não é uma constante em todas as organizações públicas ou privadas? Eis algumas explicações:

 

Há desconhecimento de como realizar um planejamento:

Sim, planejar envolve um mínimo de metodologia que os condutores da organização devem aplicar para que as informações da empresa se alinhem com os objetivos, metas, indicadores e estratégias (que são os projetos que possibilitarão a realização do que foi planejado). A qualidade desta metodologia impacta fortemente na elaboração do Plano e, por consequência, na efetividade da sua execução. Infelizmente é comum a carência de gestores ou administradores com um bom conhecimento de metodologias simples e eficazes neste assunto.

 

Alguns argumentam que o mercado, a economia e Política mudam muito rápidos e por isso planejar é uma ação incerta e ineficiente:

Este é o argumento mais “furado” que existe, pois são estas mesmas premissas que mais reforçam a necessidade de Planejamento. Se não, vejamos ao analisar uma situação hipotética: Se todas as características de mercado, economia e política nunca se alterassem , bastava definir um formato de trabalho e condução dos negócios e seguir este formato indefinidamente. Assim, ao invés de planejamento, seriam definidos somente procedimentos padrões. Evidente que a realidade não é assim, e quanto mais incertas são aquelas características mais elevada é a necessidade de Planejamento como forma de contrapor as incertezas.

 

Planejar exige muito esforço reuniões, estudos e avaliações da gestão:

Sim, planejar “dá trabalho”. E mais trabalho dá na fase de execução do que foi planejado. Tanto elaborar o plano como executá-lo são ações que incomodam gestores e colaboradores, pois estes são forçados a saírem da “zona de conforto” e  encarar a diversas variáveis que terão que administrar para conseguirem elevar resultados.  Por isso, os esforços necessários de reuniões, estudos e avaliações são condições necessárias ao planejamento e que muitos não estão dispostos a aceitar e praticar. Mas como se diz no mundo dos esportes, e se aplica neste caso, “No pain,  No gain” – Sem dor, não há ganho.

Comodismo cultural:

É uma característica cultural da maioria dos gestores brasileiros não dedicarem tempo para estudar as tendências dos seus negócios, e muito menos avaliar os resultados de ações e decisões tomadas. Procuram como forma de suprir estas lacunas de gestão com o já muito conhecido e igualmente desgastado “jeitinho brasileiro”; e se utilizam também  da  famosa criatividade do nosso povo. Nada contra a criatividade, mas se tratando de assuntos sérios e complexos que demandam conhecimento profundo, profissional e tempo longo de estudos, só a criatividade não atende às necessidades de solução dos problemas. O resultado pode ser visto em diversos casos onde até grandes empresas brasileiras recentemente foram fechadas ou estão em recuperação judicial, ao lado de outras empresas, até do mesmo segmento que, apesar das dificuldades externas aos seus muros (economia, politica, legislação fiscal caótica) se mantêm firmes e com grande poder de ação frente aos desafios.

 

Custa caro planejar, a empresa é pequena, sem recursos e sem profissionais de gestão qualificados.

“O feito é melhor que perfeito”. Esta expressão cabe muito bem frente a esta desculpa para não executar um planejamento.  Faça o Planejamento da forma mais simples e menos dispendiosa que puder. Para isso não precisa de conhecimentos avançados de gestão. Só o ato de dedicar algumas horas para avaliar o seu negócio já eleva fortemente as suas chances de sucesso empresarial. Toda empresa, de qualquer tamanho, merece ser planejada. Que nos digam as pesquisa nacionais sobre o tempo de vida das micro e pequenas empresas brasileiras onde próximo de 50% “fecham as suas portas” em até 3 anos de vida, ou seja quebram antes mesmo  de pagarem o investimento feito. Será que elas planejaram isso, quebrar em 3 anos? Certamente, nem planejamento tinham. Portanto, toda empresa precisa e deve se planejar. Se é assim pra a pequenas, certamente é também para as médias e grandes.

 

Pesquise como você, seus sócios e colaboradores podem aprender a planejar. Além deste artigo,  dispomos do Guia Max – Planejamento Estratégico que certamente lhe dará um bom norte.

 

Falta de “crença” nesta Ferramenta de Gestão

Por tudo o que já foi comentado acima, o Planejamento Estratégico não desperta interesse e consequente não é acreditado em sua aplicabilidade ou utilidade. Ou seja, uma situação muito absurda, pois os motivos citados são fortes argumentos de que o planejamento é uma solução extremamente necessária e fortemente viável para o desenvolvimento das organizações em todos os segmentos, tamanhos e setores da economia.

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