Food Defense – Prevenindo sabotagem em alimentos

Food Defense – Prevenindo sabotagem em alimentos

O Programa Food Defense ou de Defesa do alimento iniciou nos Estados Unidos através do Bioterrismo Act em 2001 após o atentado terrorista das torres gêmeas e em 2010 o Reino Unido publicou o PAS 96 como guia para sua implementação. Em seguida normas e esquemas certificáveis como Global Standard for Food Safety do BRC Global e FSSC 22000 o incluíram como requisito.
O Guia da FSSC define o “programa Food Defense como procedimentos para garantir a segurança de alimentos e bebidas e sua cadeia de suprimentos para prevenir ou conter toda e qualquer forma de ataque malicioso, sabotagem, contaminação proposital e bioterrorismo, incluindo atos que possam levar a uma falha no suprimento de alimentos, motivados ideologicamente ou não; com danos aos negócios e aos consumidores.”

As ameaças podem ser de origem externas ou internas. Vivemos em um país onde não temos conflitos étnicos; religiosos ou de extremismo político ou protestantes para grandes causas específicas como existem nas grandes potências ou em países árabes. Entretanto, empresas exportadoras também devem considerar em sua análise de risco essas ameaças externas.

Inúmeras são as medidas de controle a serem aplicados num Programa de Food Defense, como exemplos: Controle de entrada de visitantes; Circuito fechado de TV; Travas em tanques e bocais de mangueiras; Controles de acesso em áreas de manipulação de ingredientes e produtos acabados e em estações de tratamento de águas; e muitas outras.

Em relação às ameaças do cenário interno ou controlável pela própria empresa onde pode estar a maior vulnerabilidade de um Programa Food Defense:

1ª) Nos fornecedores que podem enviar um ingrediente contaminado intencionalmente?
2ª) Nos visitantes ao adentrarem nas instalações da empresa?
3ª) Ou nos próprios colaboradores e terceirizados?

No meu ponto de vista está na 3ª opção. Pode parecer clichê, mas acredito que o maior patrimônio de uma empresa especialmente de alimentos não são os equipamentos de alta tecnologia e sim o seu pessoal. Manter as pessoas satisfeitas, motivadas, sentindo orgulho de fazer parte da empresa é no meu ponto de vista a melhor medida de controle de atos de sabotagem de alimentos.

Portanto, a área de Recursos Humanos exerce sim uma grande responsabilidade dentro do Programa Food Defense, devendo buscar ferramentas para conhecer melhor os times de trabalho e inclusive contratados temporariamente; suas expectativas e inquietações e junto à alta direção buscar os recursos necessários para mantê-los distantes de atitudes que possam impactar os negócios e a segurança da saúde de consumidores.

Autora: Ana Oliveira – Engenheira de alimentos com mais de 30 anos de experiência em segurança de alimentos em indústrias e restaurantes; auditora líder ISO 22000 e FSSC 22000.

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